Ontem, dia 14/12/2011, passei por uma verdadeira saga no Sam's Club que fica ali na altura da Linha Amarela, próximo ao Norte Shopping. Tudo para comprar a cerveja Samuel Adams, que o Twitter oficial deles (@samsclubbrasil) me garantiu que já havia chegado por lá:
@raphaelcrespo acabamos de receber a informação que Linha Amarela já recebeu a Samuel Adams. Boas compras!
.Saí da Barra e peguei a contra-mão da Linha Amarela só para passar no Sam's Club. Ao chegar, às 19h, não achei a cerveja na sessão de bebidas e chamei um gerente. O cara consultou o estoque e disse que tinha meras 18 garrafas no depósito, o que eu já achei ridículo. Eu disse que queria todas e ele me pediu pra voltar lá pelas 20h30.
Cheguei e ele só tinha conseguido um pack de 6 pra mim. Dei uma reclamada, o cara pediu desculpas... Mas, beleza. Paguei os R$ 45 para entrar de sócio no clube e comprei as seis assim, mesmo.
Quando estava saindo, a mulher do estoque com quem o gerente havia falado pelo rádio viu a cerveja no meu carrinho e me disse que tinha mais dois packs por lá e mandou um cara buscar. O cara foi lá e não achou.
Nesse meio tempo, chega um funcionário com uma garrafa de Samuel Adams na mão para verificar o código de barras no balcão de saída, onde eu estava. Um cliente estava comprando os dois outros packs, que, pelo visto, foram colocados na sessão de bebidas. Pelo menos eu acho.
Fiquei muito puto da vida! Muita falta de organização do supermercado.
Enfim, infelizmente, estamos na mão do Sam's Club, por enquanto, se quisermos a Samuel Adams.
E a cereja do bolo: AO CHEGAR EM CASA, UMA DAS SEIS GARRAFAS ESTAVA COM O CONTEÚDO PELA METADE, MEIO MELADA POR FORA, MAS COMPLETAMENTE SECA E COM TAMPINHA INTACTA. DEVE TER VAZADO LÁ PELO MERCADO.
"Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte:- quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará à camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável."
Meu ouvido está zumbindo um pouco até agora, desde a noite de ontem. Mas não é pra menos. Ver, numa tacada só, shows de Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica não é pra qualquer um. Que o diga minha esposa, que, até hoje, só tinha ido comigo a um show do Matanza, que, aliás, diga-se de passagem, também faz um bom barulho.
Mas a experiência foi um pouco mais tranquila do que possa parecer, pois aconteceu dentro de uma sala de cinema, mais precisamente no Odeon, aqui no Rio de Janeiro. Numa iniciativa muito bacana, o Grupo Estação trouxe ao público headbanger carioca a transmissão, via satélite, do show Big Four, que reúne as quatro maiores bandas de Thrash Metal de todos os tempos.
Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica andam tocando o terror no verão europeu e escolheram a cidade de Sofia, na Bulgária, para registrar um show histórico e fazer uma transmissão para o mundo inteiro, como uma première bruta de um DVD que vem por aí.
Quando fiquei sabendo da notícia da transmissão do show no cinema, confesso que torci a orelha. Afinal de contas, já vi as quatro bandas ao vivo e sei da energia que passam em cima de um palco. Achei que poderia ser estranho assistir a tudo sentado numa sala escura. Mas não foi.
O primeiro show foi do Anthrax, que, recentemente, aceitou de volta o vocalista Joey Belladonna, responsável por cantar alguns dos maiores clássicos do thras hmetal em todos os tempos, nos discos “Spreading The Disease” (1985), “Among The Living” (1987) e “State of Euphoria” (1988). Belladonna voltou com tudo, está com o gogó absurdamente em dia e teve o público nas mãos durante o curto show repleto de clássicos.
Segundo minhas anotações em comparação com o set list publicado no Setlist.fm, três músicas ficaram de fora na transmissão via satélite no cinema: “Be All, End All”, que foi tocada entre “Madhouse” e “Antisocial”; além de “Medusa” e a maravilhosa “Only”, na sequência, que apareceram entre "Indians" e "Metal Thrashing Mad". Foi uma pena a gente não ter tido a chance de ver, por aqui, Joey Belladonna cantando “Only”, música do “Sounds of White Noise” (1993), primeiro do Anthrax com seu substituto John Bush nos vocais.
De qualquer forma, foi um show típico do Anthrax: cheio de energia e muito peso. Destaque para um trecho de Heaven and Hell, do Black Sabbath, no meio de Indians, em belíssima homenagem ao mestre Ronnie James Dio.
Set list do Anthrax na transmissão via satélite:
1. Caught in a Mosh 2. Got the Time (cover de Joe Jackson) 3. Madhouse 4. Antisocial (cover da banda francesa Trust) 5. Indians (Com um trecho de Heaven and Hell, do Black Sabbath no meio) 6. Metal Thrashing Mad 7. I Am The Law
Sem nenhum intervalo, veio o Megadeth, que sempre foi uma de minhas bandas favoritas, tanto por seus discos – como “Peace Sells... but Who's Buying?” (1986), “Rust in Peace” (1990), “Countdown to Extinction” (1992) e “Youthanasia” (1994) – quanto por alguns dos shows mais sensacionais que vi na vida, como os do Rock in Rio II, em 1991, e do saudoso Imperator, em 1994.
No entanto, de uns tempos para cá, apesar de a banda ainda fazer excelentes lançamentos – “Endgame” (2009) é uma prova disso –, os shows têm deixado a desejar muito. Apesar da volta do excelente baixista original David Elefson, justamente o líder Dave Mustaine vem destoando.
A banda atual é boa, com Elefson, além de Chris Broderick (guitarra) e Shawn Drover (bateria). Mustaine continua um baita guitarrista, mas sua capacidade vocal, de uns tempos para cá, é deprimente. A impressão que dá – e vi isso ao vivo, num show em 2008, no Citibank Hall – é que o microfone de Mustaine fica bem mais baixo e as guitarras muito altas, deixando o som embolado.
Apesar de só ter tocado clássicos, o Megadeth, desde aquele show que vi em 2008 até este que presenciei numa tela de cinema, vem deixando bastante a desejar ao vivo.
Abaixo, set list do Megadeth segundo minhas anotações durante a transmissão via satélite. N Setlist.fm está o set list completo.
1. Holy Wars... the Punishment Due 2.Hangar 18 3. Headcrusher 4. In My Darkest Hour 5. Skin O' My Teeth 6. Hook In Mouth 7. Sweating Bullets 8. Symphony Of Destruction 9. Peace Sells (com o final de Holy Wars para encerrar)
Novamente, não teve pausa para respirar. Encerrado o Megadeth, o Slayer começou logo na sequência, ainda com o dia claro em Sofia. E Slayer é aquela história: brutalidade do começo ao fim. Uma porrada atrás da outra, com nove músicas, sem tirar de dentro!
É a banda mais afiada do mundo ao vivo. Disso não tenho dúvidas. Também, pudera, apesar de um período sem o batera David Lombardo, entre 1992 e 2001, toca atualmente com sua formação original – Lombardo, Kerry King e Jeff Hanneman (guitarras) e Tom Araya (baixo e vocal) –, que assinou álbuns considerados verdadeiras obras-primas do Thrash Metal e do Heavy Metal em geral, como “Show No Mercy” (1983), “Hell Awaits” (1985), “Reign in Blood” (1986), “South of Heaven” (1988) e “Seasons in the Abyss” (1990).
Uma coisa interessante é ver o Tom Araya cantando o tempo inteiro com um sorriso maroto na cara, talvez pelo fato de todos saberem que ele precisa se controlar para não bater cabeça, por proibições médicas, já que passou, recentemente, por uma cirurgia nas costas.
O set list matador do Slayer, segundo o Setlist.fm, foi o mesmo que eu anotei ao assistir à transmissão via satélite no Odeon:
1. World Painted Blood 2. War Ensemble 3. Hate Worldwide 4. Seasons in the Abyss 5. Angel of Death 6. Mandatory Suicide 7. Chemical Warfare 8. South of Heaven 9. Raining Blood
Por fim, chegou a hora do Metallica, que, na transmissão via satélite, começou detonando logo três clássicos do álbum “Ride the Lightning” (1984): “Creeping Death”, “For Whom The Bell Tolls” e “Fade To Black”, com “Harvester Of Sorrow”, do “...And Justice for All” (1988), no meio. Mas, segundo o site Setlist.fm, ainda rolou “Fuel”, música de abertura do “ReLoaded” (1997), que não passou por aqui.
“That Was Just Your Life”, que abre o novo álbum “Death Magnetic” (2008) veio na sequência, de acordo com o Setlist.fm, mas também não rolou para cá, assim como "Sad But True", "Welcome Home (Sanitarium)", "All Nightmare Long" e, infelizmente, "Blackened", que vieram depois.
Após “Enter Sandman”, uma rápida parada guardava uma surpresa: a reunião de membros das quatro bandas para execução de “Am I Evil?”, do Diamond Head, banda clássica do New Wave of British Heavy Metal e grande influência de boa parte dos músicos ali presentes.
Como disse James Hetfield, vocalista do Metallica, ao apresentar a música, tratava-se de um momento histórico. Ver Dave Mustaine tocando um clássico do Heavy Metal, ao lado dos antigos desafetos de sua ex-banda Metallica, foi no mínimo interessante.
Se a paz estiver selada, bom para o Heavy Metal, que viveu, nessa jam session histórica, um momento verdadeiramente épico!
Para completar, nada melhor que “Hit the lights” e “Seek and destroy”, do “Kill 'Em All” (1983), disco que é um dos pilares do Thrash Metal.
Abaixo, set list do Metallica segundo minhas anotações durante a transmissão via satélite. No Setlist.fm está o set list completo.
1. Creeping Death 2. For Whom The Bell Tolls 3. Harvester Of Sorrow 4. Fade To Black 5. Cyanide 6. One 7. Master Of Puppets 8. Nothing Else Matters 9. Enter Sandman BIS 10. Am I Evil? (jam session no video abaixo) 11. Hit The Lights 12. Seek & Destroy
Começo a escrever este post às 16h30 desta segunda-feira, dia em que relatos sobre um terremoto no Acre, de 6,5 graus na escala Richter, ocupou as manchetes da maioria dos sites. E, apesar de não ter visto como o fato foi tratado assim que veio à tona, vejo a forma como é destacado, neste momento, nas principais homes e percebo o profundo incomodo que me causa a forma sensacionalista como um certo "portal Global" de notícias trata determinados assuntos. Pois, no "portal Global", está assim: Forte tremor, de magnitude de 6,5, atinge o Acre (bem antes do primeiro scroll, entre as principais manchetes do dia) - A gente logo pensa: "Fodeu! Se no Haiti foi 7 graus na escala Richter, 6,5 também deve ser sinistro! Coitado do povo do Acre! Vamos começar a reunir as doações para os sobreviventes!"No Universo Online, a manchete está mais branda, neste momento: Terremoto de 6,5 pontos é registrado no Acre (numa manchete pequena e bem abaixo do primeiro scroll) - E aqui chamo atenção para a escolha das palavras: "registrado", em oposição ao alarmante "ATINGE", dos globais. No "portal terráqueo": Defesa Civil: terremoto de mais de 6 graus não foi sentido no Acre - A notícia tem destaque na home, antes do primeiro scroll, mas não causa grande impacto por, já no título, explicar que não foi nada grave. Na comparação dos três casos, a notícia que qualquer um correria logo para clicar seria a do "portal Global". E, neste caso, o leitor se depararia com uma notícia pouquíssimo alarmante, com trechos como: - “Ali acontece o encontro das placas de Nazca e da Sul-Americana. São muito comuns terremotos de magnitude elevada, mas de foco muito profundo, como o que aconteceu hoje” - Repararam? "Muito comuns".- “Algumas ondas até podem ter sido percebidas em Cruzeiro do Sul e Regente Feijó, mas geralmente elas chegam à superfície bem fracas. Nem sempre o terremoto é sentido, mesmo com essa magnitude” - Repararam? "Geralmente, chegam à superfícei bem fracas.- "Nós não percebemos nada e já entrei em contato com pessoas que estavam em outros pontos da cidade. Ninguém relatou danos" - Repararam? "Ninguém relatou danos"! Ou seja, o forte tremor, de magnitude de 6,5, que atingiu o Acre não foi porra nenhuma, mas, pela forma como foi noticiado no "portal Global", deve ter gerado muitos cliques, não?
Lembro-me, bem, da maravilhosa experiência que tive lá pelos idos de 1992, no também finado Canecão, ao ver de perto a clássica formação do Black Sabbath com Dio nos vocais. Depois disso, em outras duas oportunidades, assisti a shows de sua carreira solo. Sempre impecáveis. E agora, enquanto ouço "The Last in Line", reedito, aqui, uma matéria que fiz para o Caderno B do Jornal do Brasil, em 2004, publicada no dia de um desses shows e com uma pequena entrevista que fiz com esse grande ídolo. Dinossauro imperdível Ronnie James Dio está de volta com o peso do seu metal Um show de Ronnie James Dio não chega a ser uma oportunidade rara para os fãs brasileiros de Heavy Metal, pois o vocalista já esteve no país quatro vezes. Ainda assim, é imperdível. Ao final da turnê mundial Killing the dragon e prestes a acrescentar um álbum de inéditas, Master of the moon, à extensa discografia, o ex-vocalista do Rainbow e do Black Sabbath se apresenta nesta sexta-feira no Claro Hall, às 22h30, e sábado no Credicard Hall, em São Paulo. Com uma voz de gigante, inversamente proporcional a sua estatura, Dio merece um capítulo próprio em qualquer livro sobre o Heavy Metal, pois é um dos melhores vocalistas do estilo, ao lado de Bruce Dickinson (Iron Maiden) e Rob Halford (Judas Priest). Aos 55 anos e há mais de 30 na estrada, o americano não dá sinais de cansaço. "A música, os músicos e, especialmente, os fãs me fazem continuar nessa trilha", explica o lendário vocalista. Dio conta que tem um carinho especial pelo Brasil: "Sempre amei o público brasileiro e sua intensidade. Espero encontrar a mesma reação nos dois shows". Depois dos aclamados Magica (2000) e Killing the dragon (2002), Dio prepara o disco Master of the moon, que será lançado em setembro. O álbum foi feito no Total Access Studios, em Redondo Beach, na Califórnia, local de gravação de seus cinco registros mais recentes. "O novo álbum tem dez faixas e é, certamente, uma de nossas produções mais pesadas", conta Dio. O cantor será acompanhado por uma banda de primeira: "O guitarrista Craig Goldy esteve presente em nossos quatro últimos discos e é um dos principais compositores da banda. O baterista Simon Wright toca conosco há sete anos, e o tecladista Scott Warren há oito. O baixista Rudy Sarzo, que já tocou com Quiet Riot, Ozzy Osbourne e Whitesnake, acabou de entrar no grupo", enumera. Figura polêmica, Dio conseguiu, no início dos anos 80, um feito difícil: substituir Ozzy Osbourne à altura no posto de vocalista do Black Sabbath, a banda que inventou o heavy metal. A oportunidade surgiu por causa de seu currículo à frente do Rainbow, banda formada pelo guitarrista Ritchie Blackmore, em uma de suas saídas do Deep Purple. No Black Sabath, Dio gravou os clássicos Heaven and hell (1980), Mob rules (1981) e Live evil (1983). Depois de um período de ausência do grupo, ele voltou em 1992 e gravou Dehumanizer, saindo de novo para o retorno de Osbourne. Atualmente, Dio também se ocupa de projetos beneficentes, como o que pretende fazer para a Children Of The Night, organização americana criada em 1979 para proteger adolescentes levados à prostituição. "Planejo fazer algo como o disco Hear' N' Aid, que fizemos em 1985 para as vítimas da fome na África, com a presença de vários guitarristas e vocalistas do rock pesado".
Atrasado para a faculdade, estagiário do Datafolha arruma suas coisas e se levanta para encerrar seu primeiro dia de trabalho. Nervoso, ele olha no relógio e vê que já passam alguns minutos após as 16h.
Observando a cena, o chefe do setor se manifesta, chamando a atenção do jovem estudante de contabilidade da Uniban:
“Opa! Nada disso. Seu horário de saída é às 19h".
Assustado, o rapaz tenta argumentar.
"Mas, chefe, eu entrei às 10h, pensei que o combinado fosse esse. Até porque, a bolsa é de seis horas e eu tenho aula na faculdade às 17h!".
E o chefe responde:
"Aprenda uma coisa desde já, rapaz, uma diferença de três horas é um claríssimo empate técnico".
Após dois dias sem conseguir sair para trabalhar, no exato momento em que coloquei os pés para fora de casa hoje, uma nova tempestade desabou em São Cristóvão, apesar de alguns pedaços do céu revelarem o belo azul característico do outono carioca. Mas a nova chuva foi rápida, assim como meu trajeto, de busão – eu que não sou louco de sair de carro novamente por esses dias – até o ponto onde costumo descer, em frente ao Hospital da Lagoa, para vir andando até o trabalho.
E enquanto olhava a deslumbrante Lagoa Rodrigo de Freitas, uma das vistas que mais aprecio nessa cidade que tanto amo, fiquei pensando novamente no drama que viveram, e ainda vivem, as pessoas que perderam quase tudo, desde bens materiais até entes queridos.
Menos de três dias depois da implacável chuva que caiu sobre o Rio de Janeiro, a Lagoa Rodrigo de Freitas, exceto pela água um pouco barrenta, estava linda como sempre! Nem parecia ter transbordado e inundado as pistas das áreas aterradas em volta. Sim, porque boa parte do que ficou alagado no entorno de um de nossos principais cartões postais nada mais era do que um pedaço maior de espelho d’água da própria Lagoa.
Pessoas que, no máximo, ficaram ilhadas em algum lugar da cidade, andavam despreocupadas pela ciclovia que circunda a Lagoa, sem o menor sinal de lama. A Comlurb trabalhou direitinho. Afinal de contas, imagina se os contribuintes de um dos maiores IPTUs da cidade ficam por mais de três dias sem suas caminhadas matinais? Ontem mesmo, em meio à lama, já tinha gente tentando andar por lá!
Na rua Jardim Botânico, onde eu trabalho, não havia sequer um traço do rio que se formou na segunda-feira à noite. Apenas normalidade.
Eu, assim como a maioria das pessoas que andavam pela Lagoa hoje pela manhã, fui apenas um mero figurante nessa tragédia. Daqueles que assistem a tudo de perto, mas não exercem papel importante.
Por outro lado, meu amigo Bremer Lemos é um dos coadjuvantes. Felizmente, um coadjuvante que não morreu nesse filme de terror, que, para os que não moram em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas, insiste em ter indesejadas continuações.
Pelo menos aqui no Rio de Janeiro, ao que parece, a natureza, apesar de não ter culpa de nada, distingue classes, sim, assim como nossos governantes. E eu, que saí ileso dessa chuva, e vocês, que andam pela Lagoa todas as manhãs e, no máximo, ficaram com um pouco de lama até a canela na segunda-feira, não podemos, nunca, dizer o contrário e reclamar dos leves sustos e transtornos que passamos nesse episódio.
Não adianta, por mais que eu tenha demorado exatas 17 horas para chegar em casa de segunda para terça, não consigo engrossar o coro daqueles que aproveitam qualquer oportunidade – desde um furto de galinha até uma tragédia como a causada pela chuva que ainda insiste em castigar o Rio de Janeiro – para dizer que a cidade não tem condições de organizar os Jogos Olímpicos de 2016 e receber a Copa do Mundo de 2014.
Caramba, foi a pior chuva que o Rio de Janeiro enfrentou nos últimos 44 anos! Justamente por isso, endossei, tuitando da rua, em meio a minha odisséia pessoal, o que minha grande amiga Andréa Machado falou. Pois no meu caso, ter torcido pela conquista dos Jogos Olímpicos de 2016 e sonhar em ver a final da Copa do Mundo de 2014 no Maracanã não significa achar que todos os políticos são honestos e isentos de culpa nas mazelas da cidade. Simplesmente, acho que o povo carioca merece ver esses eventos de perto, apesar desses políticos, e que a cidade vai ser obrigada a melhorar, sim, para recebê-los.
Dito isso, vejo muita culpa, sim, nas autoridades por conta do que está acontecendo no Rio de Janeiro desde segunda-feira à noite, mas sou obrigado a concordar com o prefeito Eduardo Paes quando ele diz que a cidade viveu uma “combinação explosiva”. E acrescento que além da maior chuva nos últimos e da maré alta, ainda teve a infeliz coincidência de o temporal cair no horário em que toda a população começava a fazer o trajeto trabalho-casa e de ser em dia de coleta, justamente num momento em que todos já haviam colocado o lixo nas ruas e antes de a Comlurb passar.
As autoridades têm culpa, sim. Gestões atuais e as passadas. Municipal, Estadual e Federal. Têm culpa no combate ineficaz às ocupações irregulares dos morros – por ricos e pobres; têm culpa na falta de obras estruturais – já tinham que ter dado um jeito na Praça da Bandeira, por exemplo, e olha que o local acabou de sofrer uma obra, onde foi construído o novo viaduto do Metrô –; têm culpa, inclusive, na falta de educação do povo, que agrava a sujeira nas ruas e o entupimento dos bueiros.
Mas, honestamente, e digo isso como alguém que testemunhou boa parte do caos instaurado em vários pontos da cidade, eu vejo como principal culpa das autoridades a falta de preparo para agir numa situação de emergência.
Parado, mas não ilhado, cheguei a cogitar algo para relaxar no tempo de espera no posto de gasolina, mas vir que o consumo de cerveja era proibido no local. Ao perceber que o trânsito, ao menos, começava a andar na subida para o Rebouças, resolvi tentar a sorte e sair do posto, mas tudo parou de novo. Com a odisséia já completando mais de duas horas, chegou a bater um desespero, mas ler meus amigos no Twitter e, principalmente, ouvir as rádios Band News e CBN me ajudou bastante.
Resolvi, enfim, fugir da Lagoa, mas acabei parado em outro lugar. Caí para a Avenida Presidente Vargas, mas vi que não conseguiria chegar à Zona Norte. Fiz uma bandalha, peguei a pista no outro sentido e fui parar no Estacionamento Menezes Cortes, onde fiquei por cerca de uma hora e meia.
Após tentar vaga em alguns hotéis pelo Centro, todos lotados, consegui chegar ao Hotel Serrano, na rua Gago Coutinho, onde passei a noite. Infelizmente, a oferta do amigo @Bneves, que mora muito próximo ao hotel onde fiquei, chegou um pouco tarde. Eu teria economizado os R$ 78 do período de pernoite. Mas o que vale a intenção das pessoas em ajudar, não? E, apesar do cheirinho de mofo, não posso reclamar do muito hotel, que foi o meu porto seguro em meio ao mar que virou a cidade.
Finalmente em casa, por volta das 11h30 de terça-feira – após ouvir no rádio que a água havia escoado, peguei o túnel Santa Bárbara Praça e passei pela Praça da Bandeira, que parecia um cenário de guerra –, só me restou agradecer aos amigos que se preocuparam e me ajudaram nessa aventura indesejada e perceber que, apesar do cansaço, fui um espectador privilegiado – pelo fato de ter saído inteiro – de uma das maiores tragédias da história da cidade que tanto amo. Um mero figurante, numa trama em que a chuva foi protagonista e vários coadjuvantes morreram.
Crédito importante: post totalmente inspirado pelo estilo "consagrado" pelo @Cristianoweb nos relatos sobre o #Soumaisweb.
Vocês já estiveram na Hungria? Pois é, nem eu! E a música de lá, conhecem? Bom, até esta semana, a única banda que eu conhecia lá daqueles cantos era o Ektomorf, que faz uma mistura de thrash e death metal melódico, com muitos toques do "new metal" americano e muita, mas muita influência, mesmo, de Soulfly e Sepultura da fase "Roots".
Mas as impressionantes viagens virtuais que a internet pode nos proporcionar, em poucos segundos, me levaram a conhecer uma banda de pop húngara, que, apesar de não tocar meu estilo de música favorito, caiu rapidamente no meu gosto.
A banda se chama Nox e tem como vocalista a bela Péter Szabó Szilvia(foto). Ao pesquisar, com um pouco de dificuldade, pois não falo o idioma de lá, encontrei algumas informações em inglês. Segundo o MySpace oficial, em 2008 a banda mudou um pouco o direcionamento de suas apresentações, passando de um show de música para um espetáculo visual de música e dança.
Pelo que pude perceber, trata-se de um dos grupos mais populares da Hungria, que toca músicas populares daquele país.
Agora, o mais engraçado de tudo foi a forma como conheci o NOX. Recebi um link para um vídeo no Youtube que, confesso, nem me lembro mais qual foi e quem passou. Ao navegar pelos vídeos relacionados, me deparei com um que se chamava: “Worst metal vídeo EVER”:
Fiquei curioso e fui correr atrás para tentar descobrir alguma coisa sobre os músicos que fizeram uma música e um vídeo tão engraçados. Achei algumas pistas sobre os músicos, ainda não confirmadas, e um dado concreto: trata-se de uma paródia de uma música, chamada “Százszor ölelj még!”, que fez sucesso na Hungria, justamente, através
Aliás, achei, também, uma tradução da música para o inglês:
SZÁZSZOR ÖLELJ HUG ME A HUNDRED TIMES Szívem táján újra nyár van, There is summer again around my heart Csupa virág hét határban-, Filled with flowers in seven horizons Legszebb szálját hajamba fűztem, I've put the most beautiful one (flower) in my hair Lássák, van már szerelmem! So they can see that I have a love! Álmomban így kívántam-, I wished this in my dream Egyedül én mindig fáztam I felt cold alone Érted égek gyönyörű tűzben, I burn for you in a thrilling fire Minden könnyet feledtem. I've forgotten all the tears. Refr.: Százszor ölelj még!(Százszor ölelj még!) Hug me a hundred times again! (Hug me a hundred times again!) Csókkal bezárt titok lennék I'd be a secret closed with a kiss Százszor szeress még!(Százszor szeress még!) Love me a hundred times again! (Love me a hundred times again!) Mást hogy szeretnék?! How could I love someone else? Százszor ölelj még!(Százszor ölelj még!) Hug me a hundred times again! (Hug me a hundred times again!) Édes-csodás bűnbe esnék I'd fall in a sweet thrilling sin Százszor szeress még!(Százszor szeress még!) Love me a hundred times again! (Love me a hundred times again!) Mást hogy szeretnék?! How could I love someone else? -Szünet- -pause- Nánáná... Szívem táján újra nyár van, There's summer again around my heart Csodavilág, napsugárban-, Miracle world in the sunshine Csókok, csöndek, dalok a fűben, Kisses silent, songs in the grass Éld át minden szerelmem! Live through every love of mine Álmomban így kívántam, I wished it this way in my dream